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24.11.2011

Um olhar para a competitividade global

Publicado no jornal Jornal do Comércio RS em 22 de novembro de 2011

*Fernando Pimentel e Alessandro Teixeira

Em um momento crítico para a economia mundial, no qual ainda não estão claros os desdobramentos da crise internacional, é possível perceber que os países emergentes podem ganhar peso e projeção num ambiente de complexas redefinições geopolíticas e econômicas. O aprofundamento dos debates sobre inovação e competitividade torna-se mais oportuno do que nunca para países como o Brasil, que apresentam incontestável potencial de crescimento e cujos esforços recentes de desenvolvimento consolidam-se como referência para outras nações. É neste contexto que Porto Alegre está sediando, nestes dias 21 e 22 de novembro, a 2ª reunião anual da Federação Global dos Conselhos de Competitividade (GFCC, na sigla em inglês). Para o Brasil, um momento único no qual líderes de uma rede global de conselhos de competitividade de mais de 30 países se debruçam sobre o desafio de promover a cooperação entre todos.

Durante o evento será lançado um documento que seleciona as melhores práticas globais de promoção da competitividade. Conhecer detalhes de experiências bem-sucedidas é um passo fundamental para ampliar as iniciativas de cooperação.

As discussões da GFCC também abrem espaço para oportunidades de investimento e internacionalização de empresas, essenciais para a estratégia de desenvolvimento brasileira, que integram os temas sistêmicos e as diretrizes setoriais do Plano Brasil Maior. De fato, é evidente a interface da GFCC com a política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior do governo Dilma Rousseff. O slogan Inovar para competir. Competir para crescer vincula o Plano Brasil Maior aos esforços de promoção da competitividade. Sediado no ano passado em Washington, o encontro da GFCC tem neste ano Porto Alegre como cidade anfitriã devido à vocação do Estado nos segmentos industriais, agrícolas e de serviços.

Os exemplos de arranjos produtivos locais competitivos e o espírito empreendedor característico do povo gaúcho fazem do Rio Grande do Sul um locus de discussão privilegiado para a inovação.

*Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e secretário-executivo do MDIC

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